Aparelho depois dos 30?

Aparelho depois dos 30?

Além de preços mais acessíveis, aparelhos ortodônticos modernos e discretos encorajaram muitos adultos a enfrentarem o tratamento. Alguns modelos prometem, inclusive, diminuir a necessidade de consultas.

Segundo o cirurgião-dentista, Cássio José Fornazari Alencar, especialista em ortodontia e ortopedia facial, a estética é a principal motivação para os pacientes procurarem ajuda. “Há também quem precise de reabilitação de perdas precoces, em que dentes se inclinaram sobre os espaços presentes”, diz Alencar.

Para a psicóloga Miriam Barros, especialista em coaching, o tratamento ortodôntico aumenta a autoestima, o que traz bons frutos para a vida pessoal e o trabalho. As pessoas que sentem que seus dentes estão tortos, e se incomodam com isso, acabam sorrindo menos ou tentando disfarçar para que os outros não percebam. “Com isso, elas acabam tendo pior desempenho social e profissional também, pois quando a autoestima está baixa as pessoas se recolhem e ficam com receio de se expor”, diz Miriam.

Idade
Não existe limite de idade para o uso de aparelho fixo. Cássio explica que depende se o paciente tem osso para movimentar os dentes, já que com a idade pode ocorrer perda óssea. “Tenho pacientes com 50, 60 anos que usaram aparelhos, mas tinham periodonto (tecidos envolvidos na fixação do dente ao osso) saudável para isso”, afirma.

Segundo a cirurgiã-dentista, Andrea Serikawa, da Clínica Sorridents, uma questão a se considerar é a presença de osteoporose. “Esse problema pode causar limitação no tratamento, portanto deve ser imediatamente informado ao profissional”, diz.

Em alguns casos, passada a fase de crescimento, o tratamento ortodôntico fica limitado e alguns casos são tratados com a associação de cirurgia ortognática (reposicionamento dos ossos da face cirurgicamente) com o tratamento ortodôntico.

Tempo de tratamento
Ao contrário do que se pensa, nem sempre o tratamento é mais demorado na fase adulta. “Ocorre que o limite de força e a necessidade de poder movimentar o dente podem aumentar o tempo de tratamento”, diz Alencar. Quanto ao tempo de tratamento, vai depender dos objetivos traçados. Pode variar de 18 meses a 24 meses.

É possível que, com o tempo, seja necessário dar mais uma mãozinha à arcada. “O apinhamento (dentes tortos) é a ruga na boca, com a idade o nosso osso perde água, com isso diminui de tamanho, e os dentes podem se movimentar para se acomodarem na arcada”, afirma o especialista. Para evitar essa movimentação, o especialista indica a contenção – um fio metálico que é colado na parte de trás dos dentes.

Menos dor

Alencar explica que, com o uso dos fios de última geração (termoativados e de liga de níquel-titânio), essa dor é bem menor. “Existem trabalhos mostrando o uso de laser de baixa intensidade (laserterapia) para ajudar na dor e na movimentação”, diz Cássio Alencar.

Fonte: UOL

Invisalign: tecnologia a favor dos seus dentes

Nossa cliente Camila Figueiredo recebendo o aparelho Invisalign da Dra Josy Vitorete
1- O que é o Invisalign? É aparelho “móvel”?
É um jogo de alinhadores praticamente invisíveis e feitos sob medida, que movimentará seus dentes para resultar num belo sorriso. Sim, você remove o aparelho para poder comer e higienizar seus dentes. Portanto, é uma grande vantagem utilizar um aparelho praticamente invisível e não atrapalha em nada a sua higienização.

2- Quais são as vantagens sobre os aparelhos ortodônticos fixos?
Eles não machucam sua boca durante o período de adaptação, pois não tem metal, braquete ou fio. A higienização também fica facilitada, dispensando o uso de passa fio, escovas bitufo e outros trambolhos para limpar seus dentes e sua boca. E acima de tudo a estética é superior a qualquer outro aparelho de porcelana, safira, braquete estético…

3- O tratamento com Invisalign demora mais do que o tratamento convencional?

Não. O tempo de tratamento é o mesmo do que um tratamento ortodôntico convencional, pois o planejamento será feito por técnicos treinados no sistema, com a ajuda do software Clin Check.

4- O que é o Clin Check?
O Clin Check é o software que o Ortodontista irá utilizar para mostrar a evolução de todo tratamento alinhador por alinhador, isto é, além de você já ver o resultado do seu tratamento antes mesmo de iniciá-lo. E ainda sairá com a estimativa mais precisa do tempo de tratamento.

5- Saberei quanto tempo irá durar o meu tratamento?

Sim. Os alinhadores são programados para serem trocados a cada quinze dias. Se no seu tratamento foram planejados 24 alinhadores para deixar seu sorriso bonito por exemplo, basta fazer as contas e chegar a 12 meses ou um ano de tratamento.

6- Então quanto mais alinhadores mais caro fica meu tratamento?

Não. Não é essa a conta feita pelo ortodontista. Normalmente, ele vai cobrar de acordo com a complexidade do tratamento, que não coincide necessariamente com um maior número de alinhadores.

7- Onde o Invisalign é fabricado?
Após o Ortodontista fazer uma cópia da sua boca esta será enviada para Califórnia, onde passará por uma tomografia computadorizada (CT) obtendo um modelo digital tridimensional dos seus dentes com precisão extrema. Por meio de um software CAD (desenho assistido por computador), obtemos a simulação da movimentação dentária. O doutor irá ver, modificar e aprovar o tratamento antes dos alinhadores serem fabricados. É feita uma estereolitografia (SLA) para construir os modelos de seus dentes para cada etapa do seu tratamento. Os alinhadores são fabricados sobre estes modelos e enviados ao ortodontista aqui no Brasil. O ortodontista irá acompanhar a troca dos seus alinhadores até que o sorriso fique bonito.

8- Quantos pacientes já foram tratados com esta tecnologia?Estima-se atualmente que mais de um milhão e meio de pessoas já trataram com Invisalign!

9- Quanto custa o tratamento com Invisalign? É mais caro do que o tratamento ortodônticos com braquetes metálicos?
Sim. Como todo tratamento que envolve tanta tecnologia e vantagens como estética superior não irá custar como um tratamento convencional. Mas você quer saber a maior? Investir em saúde é o melhor cuidado que você pode ter! A prova disto é que mais de um milhão de pessoas em todo o mundo já mudaram seu sorriso! Mude o seu também!

Fonte: Invisalign do Brasil

Confira 8 causas para o mau hálito que podem ser sinal de doença!

Mau hálito? Ele as vezes não é só sinal de falta de higiene. O mau hálito persistente não é uma doença, mas talvez seja um indicativo de que algo não vai bem no organismo. Pode indicar uma inflamação ou ser sintoma de uma doença mais grave como o câncer e a cirrose. Fique atento e confira com a gente essa lista onde o odor bucal pode indicar uma doença!

1 – Gengivite e inflamações bucais

A mais comum das doenças denunciadas pelo mau hálito é causada pela falta de higiene mesmo. As gengivas ficam inflamadas pela falta de escovação. O mau cheiro vem das bactérias que se alimentam de restos de comida e liberam gases.

2 – Doenças do aparelho digestivo

Gastrite e Refluxo também geram mau hálito. No caso da primeira o problema está na demora para esvaziamento do estômago que é tomado por bactérias fedorantes e na segunda o cheiro desagradável é causado pela volta dos alimentos do estômago para boca. Eles deixam resíduos no caminho.

3 – Doenças no trato respiratório superior

Mais uma vez a culpa é das bactérias. Laringite, amigdalite, sinusite e renite geram mau cheiro por causa do catarro que acumulam devido a inflamação.

4 – Doenças no trato respiratório superior

A traqueia, os pulmões, brônquios, bronquíolos e alvéolos pulmonares acumulam secreções bacterianas. O exemplo mais clássico é a bronquite e o odor ruim vem dos gases criados pelas bactérias. Mas o cigarro é um agravante para isso.

5 – Diabetes

Sim, essa doença também pode ser denunciada pelo mau hálito. Pacientes sem controle do Diabetes sofrem com bactérias decorrentes das alterações no índice de glicose no sangue. No caso dos pacientes do Diabetes tipo 1 o odor pode ser causado pela falta de insulina.

6 – Doenças hepáticas

Nesse caso a Cirrose é a principal causa do mau hálito. Outras doenças que afetam o fígado também podem causar halitose. O fígado faz a síntese de substâncias e quando por deficiência não as absorve acontece sua liberação pelas vias aéreas. Essas substâncias deveriam ser excretadas, por isso o odor é bastante desagradável.

7 – Doenças renais

Quando os rins estão afetados ocorre o acúmulo de ureia e o hálito do pessoa passa a exalar amônia. Nos casos mais graves o cheiro nas vias aéreas é de urina.

8 – Câncer de estômago
Essa doença gravíssima provoca a “putrefação” do tecido canceroso, que é a morte para esses tecidos. O odor liberado pelo processo se denomina hálito necrótico. A intensidade depende do grau da doença.

Fonte: Agenews

Bruxismo Infantil

Esse hábito tem gerado uma grande preocupação para os pais pois atualmente tem sido cada vez mais frequente nas crianças.

Afinal o que é o bruxismo?
O bruxismo é o ato de apertar ou ranger os dentes. Pode acontecer de dia ou durante o sono e ser de forma consciente ou inconsciente
E por que acontece?
Alguns profissionais chegam a comentar que é comum observar o ranger dos dentes em crianças até os 6 anos por uma necessidade natural do organismo de acomoda-los e se preparar para a troca da dentição. Até esta idade a criança através dos movimentos de lateralidade pode apresentar uma abrasão das pontas dos caninos, e esta atividade muscular ativa o crescimento e desenvolvimento fisiológico das bases ósseas. Esse é o bruxismo considerado “fisiológico”.
Precisamos no entanto ficar atento para o bruxismo “patológico”, onde o desgaste dental é mais importante e a criança pode apresentar dores musculares, dores de cabeça ou dores na ATM (articulação temporo mandibular). Nesse caso, o diagnóstico preciso é bastante difícil por se tratar de um problema com causas multifatoriais.
Dentre as possíveis causas podemos citar :
– fatores oclusais: quando existem interferências dentais que impedem que a mordida tenha um bom encaixe;
– fatores de ordem sistêmica: respiração bucal, deficiências nutricionais, disturbios neurológicos (p. ex. autismo);
– fatores emocionais : stress, agenda lotada de atividades, a chegada de um irmão, divórcio na família, escola nova, hiperatividade , entre outros;
– fatores hereditários;
– hábitos alimentares inadequados. Crianças que não mastigam alimentos consistentes e não usam a sua função mastigatória podem procurar suprir esta necessidade através do ranger dos dentes.
Como tratar?
A literatura sobre o bruxismo infantil é escassa e não existem certezas sobre as causas, nem fórmulas mágicas para eliminar rapidamente o hábito. Assim, cada paciente deve ser analisado e tratado individualmente pelo dentista.
Se a causa for uma interferência dental, um ajuste oclusal ou o uso de aparelho ortodôntico será necessário a fim de proporcionar maior conforto e equilíbrio para essa mordida e o uso de placas de uso noturno pode ser indicado para este e/ou outras causas. A idade para se começar algum tratamento depende da gravidade do caso e da colaboração da criança.
Algumas vezes pode ser necessária a ação de outros profissionais da saúde, como: pediatras, psicólogos, otorrinolaringologistas e fonoaudiólogas. Enfim, cada caso é único e deverá ser tratado o mais cedo possível.
Podemos prevenir o bruxismo?
É possível minimizar as chances da criança ter bruxismo através do acompanhamento periódico do odontopediatra, que estará atento aos possíveis sinais e sintomas
Dicas para os pais:
– Estimular alimentos fibrosos e em pedaços desde pequenos, para que possam desenvolver uma mastigação vigorosa e eficiente.
– Ter cuidados com hábitos prolongados de chupeta e mamadeira. Eles alteram a mordida da criança podendo criar interferências dentais e alterações musculares e ósseas.
– Procurar propiciar um ambiente tranquilo que anteceda o sono. Evite deixar luzes acesas, assistir televisão ou usar o computador ou videogame antes de ir para a cama
– Atenção na hora de programar a rotina de atividades de seu filho. Lembre que crianças precisam de tempo para brincar.
Dra. Eliana Fujimoto Macedo – Especialista em Odontopediatria
Fonte: Pediatria em Foco

Yogurte pra combater a pressão arterial


Após dois meses de consumo de iogurte, participantes tiveram redução da pressão arterial; resultado entre hipertensos foi ainda melhor

Existe um motivo a mais para ingerir iogurte regularmente. Além de serem ótimos para o funcionamento do intestino e darem uma turbinada no sistema imunológico, um novo estudo afirma que os probióticos (as boas bactérias encontradas no iogurte) podem melhorar a pressão arterial.
Um estudo realizado na Universidade de Griffith, na Austrália, analisou nove novas pesquisas que examinaram a relação de probióticos e pressão arterial. Ao todo, os estudos envolveram 543 pessoas que tomaram probióticos regularmente por um período de dois meses. No fim deste período, foi observado que aqueles que tomaram probióticos tiveram uma redução leve tanto na pressão sistólica (o número mais alto) quanto na pressão diastólica (o número mais baixo) .
O estudo mostrou que aqueles que tinham pressão arterial igual ou maior a 130/85, que é considerada alta, tiveram resultados ainda maiores na redução da pressão arterial diastólica. Probióticos com mais bactérias também causaram melhor resultado.
O motivo da melhora na pressão arterial está relacionado com os outros benefícios à saúde provocado pelos probióticos. “Acreditamos que os probióticos podem ajudar a baixar a pressão arterial por ter outros efeitos positivos sobre a saúde: melhora as taxas de colesterol, reduz a resistência de glicose e insulina do sangue e e ajuda a regular o sistema hormonal que regula a pressão sanguínea e balanço hídrico”, disse Jing Sun, autor principal da pesquisa publicada no periódico científico Hypertension, da Associação Americana do Coração.
Fonte: IG Saúde

RETRAÇÃO GENGIVAL: Por que a gengiva sobe?


Deslocamento da gengiva que provoca a exposição da raiz do dente, a retração gengival pode ocorrer em um só dente ou em vários.
A causa não é fácil de determinar. Existem várias hipóteses: traumatismo por escovação (fricção exagerada com escova de cerdas duras); inflamação da gengiva pela presença da placa bacteriana; trauma oclusal (forças excessivas sobre o dente causadas por má posição dentária ou por restaurações “altas”); restaurações desadaptadas na região gengival; posição alta dos freios labiais e lingual; movimentos ortodônticos realizados de maneira incorreta; dentes apinhados (encavalados); pouca espessura do osso que recobre a raiz.

Por que nessa situação os dentes ficam mais sensíveis?

Devido à exposição da raiz, a camada que a reveste (cemento) desaparece, expondo a dentina, que é sensível. Bochechos com soluções fluoretadas podem amenizar o problema.

Tem relação com a idade?

Uma certa retração gengival generalizada é percebida com o passar dos anos e considerada normal. Algumas pessoas são mais susceptíveis que outras. A retração pode avançar em alguns períodos e, em outros, permanecer estacionária.

Existe tratamento? 

Normalmente, o que se faz é evitar a evolução desse processo por intermédio de escovação adequada, limpeza profissional, ajuste oclusal, remoção de hábitos nocivos, remoção de excessos de materiais restauradores, se houver, e, se for o caso, corrigir a má posição do dente com aparelho ortodôntico, além de recobrir a raiz.

É possível recobrir a raiz novamente?

Sim, por intermédio de técnicas cirúrgicas utilizadas principalmente em retração de um ou mais dentes. São cirurgias de resultados previsíveis e eliminam a sensibilidade, melhora a condição de higienização da paciente, evita cáries na raiz e aumenta o volume gengival, o que ajuda a evitar recidivas.

Se não se fizer a cirurgia, pode-se perder o dente?

A retração, por si só, não provoca a perda do dente, desde que as causas sejam eliminadas e que não haja inflamação.
Fonte: Revista da APCD

Saúde começa pela boca

O tipo de nutrição praticada tem influência direta na saúde bucal e integral, e uma alimentação adequada, com o consumo balanceado dos nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo, é fundamental para um futuro saudável.

No início da vida, a primeira relação do bebê com o mundo é expressa pela boca, através do choro, pelo qual ele manifesta não só em reação ao choque da mudança brusca de ambiente, mas também suas primeiras necessidades, como a de comer. Pela mesma boca ocorre a sucção do leite materno, seu primeiro alimento, que garante nutrição e supre as necessidades para o desenvolvimento e o crescimento do bebê nos seis primeiros meses de vida. A partir daí, a nutrição ganha complexidade, com a introdução de sucos e papas até o fim do primeiro ano e, em seguida, de comidas caseiras, com todos os grupos de dentes cumprindo suas funções: os anteriores cortando, os caninos dilacerando e os molares moendo. Mas a relação entre os alimentos e os dentes vai além da função da mastigação.

Uma alimentação balanceada contribui para melhor saúde bucal e integral, fazendo com que o aconselhamento nutricional seja uma necessidade desde a gestação – é o que defende a odon­topediatra Márcia Vasconcelos, professora do Departamento de Clínica e Odontologia Preventiva da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “Desde a gestação os pais devem receber orientações com relação aos diversos fatores de risco à saúde bucal, tendo-a como parte integrante da saúde geral. Orientar a mãe sobre a importância do aleitamento é fundamental, explicando que a fase de transição deve passar do peito para o copo, evitando-se a mamadeira, que muitas vezes ocasiona má-oclusão, orientando sobre o perigo do consumo freqüente do açúcar e ressaltando a importância de uma dieta balanceada. Estas são obrigações do profissional que trabalha com uma visão humanística e com sensibilidade social.”

Para que as orientações necessárias sejam dadas de forma responsável, Márcia chama a atenção para a importância de se ter clara a diferença entre dieta, que é a ingestão costumeira de alimentos e bebidas realizada diariamente, com efeito local direto no dente, e nutrição, definida pela assimilação dos alimentos e por seu efeito sobre o metabolismo do organismo. “O descuido com a relação existente entre alimentação e saúde bucal pode ser responsável por prejuízos à saúde bucal, como o surgimento da cárie, e integral, ocasionando doenças crônicas, como câncer, hipertensão e diabetes”, alerta.

Para não morrer pela boca

O odontopediatra Luiz Wal­ter, presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria, configura como alimentação ruim aquela que não é adequada às condições físicas e desenvol­vimentistas da criança. “A alimentação ideal é a que nutre e supre todas as necessidades, físicas e emocionais. Assim, a criança que mama no peito até os seis meses e que desmama até os 12 tem uma alimentação adequada a esta idade; no entanto, uma criança com mais de dois anos e meio que mama no peito tem uma alimentação inadequada.”

Os reflexos de uma alimentação inadequada quase sempre se apresentam na forma de um possível desenvolvimento de cárie precoce na infância. Para evitar o problema, Luiz Walter recomenda que a alimentação nos primeiros anos contenha, de forma balanceada, alimentos calóricos – gorduras, proteínas e carboidratos – e nutrientes essenciais, como minerais, aminoácidos específicos e ácidos graxos não saturados.

Os alimentos são divididos em três grupos: energéticos, construtores e reguladores. Segundo a Nutrologia, alimentação equilibrada ou balanceada é aquela que oferece, numa mesma refeição, pelo menos um alimento de cada um dos três grupos, interação essencial para a obtenção do equilíbrio de nutrientes indispensáveis para satisfazer as necessidades fisiológicas e psicológicas de um indivíduo.

Alimentos construtores auxiliam no crescimento e no restabelecimento dos tecidos. Os mais comuns são as carnes (boi, frango, porco e peixe, entre outros), leite e seus derivados (iogurte, queijo, requeijão), ovos, feijão, ervilha, soja, etc. Já os alimentos reguladores, que regulam o funcionamento do corpo, previnem doenças como gripes e resfriados e ajudam na digestão. Os nutrientes reguladores são as vitaminas (A, B, C, D, E, K etc.) e os minerais (ferro, cálcio, sódio, potássio, zinco etc.), e compõem este grupo alimentos como as frutas, os legumes e as verduras. Os dois grupos fornecem energia ao organismo, mas os que o fazem com maior intensidade são os energéticos: óleo, manteiga, margarina, açúcar, mel, pão, cereal matinal, biscoito, bolo, doces, sorvete, arroz, macarrão, milho, batata, mandioca, mandioquinha e farinhas, entre outros.

Uso inteligente do açúcar

Diminuir a incidência de cárie, modificar a dieta, controlar a placa e aumentar a resistência do dente com o uso do flúor – estes são os desafios que, segundo a odon­topediatra Márcia Vasconcelos, opõem-se ao ideal de adoção de uma alimentação saudável e de bons hábitos para toda a infância. “É importante que os pais adquiram uma conduta preventiva, cuidando de seus dentes e dando bons exemplos na formação de hábitos dietéticos e de higiene, contribuindo para a manutenção da saúde bucal da sua família”, aconselha.

Do ponto de vista das políticas públicas, Márcia considera “de extrema necessidade a adoção de estratégias para uma política de redução do consumo de açúcar na população, além de estra­tégias de educação, como avaliação da dieta, para sugerir cardápios balanceados nas principais refeições, eliminando e até reduzindo a quantidade de alimentos com sacarose entre elas”. Segundo a odontopediatra, enquanto a quantidade anual aceitável de sacarose é de 10 a 15 kg/pessoa, o brasileiro consome, em média, 50 kg/pessoa/ano. “O papel do profissional de Odontologia na promoção de saúde bucal é buscar meios para a recuperação da saúde bucal, motivando as mudanças de hábito e advogando por políticas de saúde pública para um futuro melhor”, defende a odontopediatra.

Fonte: Revista ABO

Clareamento dental prejudica os dentes?

São muito comuns as perguntas a respeito do clareamento dental; talvez por se tratar de um tratamento estético, isto estimule a curiosidade de quase todo mundo.
As dúvidas são referentes a indicação e aos métodos de uso do clareamento, mas certamente a mais importante é se esse tipo de tratamento traz algum dano a estrutura do dente.

Devemos esclarecer antes de tudo que não é necessário que os dentes estejam extremamente manchados ou com uma coloração muito escurecida para que o paciente esteja habilitado a optar pelo tratamento de clareamento. O clareamento é um tratamento sugerido para qualquer paciente que tenha algum tipo de insatisfação com a cor dos dentes.

Profilaxia (limpeza) e a raspagem de tártaro (cálculo) podem dar um efeito de branqueamento, por removerem a placa bacteriana da superfície do dente. Mas quando a intenção é mudar a cor do dente, o único tratamento eficaz é realmente o clareamento.
 

Não existe uma comprovação científica de que um método de aplicação seja mais ou menos eficaz que outro. O que existe é uma resposta melhor de determinado paciente a um tipo de clareamento seja ele caseiro (realizado pelo próprio paciente) ou a laser (realizado pelo dentista).

O clareamento caseiro é realizado através da aplicação do gel em moldeiras. Com aplicações que variam de 1 a 6 horas por dia dependendo da concentração e do tipo de gel utilizado. Já o clareamento a laser é realizado em sessões que duram cerca de uma hora e meia.

Durante o tratamento deve-se evitar alimentos com muita pigmentação: café, refrigerante e vinho, por exemplo.

O gel utilizado no clareamento não é abrasivo e muito menos enfraquece o dente, e quanto maior a sua concentração mais rápido pode ser realizado o clareamento. Porém dependendo da concentração o clareamento só pode ser realizado em consultório, já que o gel em altas concentrações, quando em contato com a gengiva, língua ou bochecha pode queimar. Conclui-se então que esse tipo de tratamento não traz nenhum dano ao dente, somente benefícios estéticos e para a autoestima, isso quando feito com o acompanhamento de um cirurgião dentista.

Fonte: La Santé

Quando devo levar meu filho ao dentista?

Quantos médicos os pais têm que visitar com os filhos! Entre vacinas, check-ups, etc, é complicado lembrar-nos de tudo, por isso é fácil esquecermos de ir ao dentista para uma boa saúde buco-dental infantil. A seguir, explicamos quando você deve ir com o seu filho(a) ao dentista para fazer uma revisão à boca.
1 ano: consulte o dentista para fazer a primeira revisão dos dentes da criança. Deve-se observar se as gengivas estão preparadas para os primeiros dentes e molares. É o momento de se observar se a chupeta, mamadeira ou, no pior dos casos, o dedo, têm gerado malformações na boca.
Entre os 2 e 6 anos, consulte o dentista a cada 6 meses porque deve-se fazer uma avaliação dos dentes de leite e antecipar possíveis problemas. Além disso, é o momento perfeito para consciencializar as crianças (e pais) de uma boa escovação de seus dentes e tomar nota dos alimentos que produzem cáries.
Aos 7 anos, coincidindo com os molares dos 6 anos, deve-se ir para selá-los. Selá-los? O que é isto? “Não passei por isso” -os pais pensarão- mas por isso por isso nossa geração sofreu tantos problemas dentários. Para as crianças, é difícil escovar estes molares porque estão no final da gengiva. Por isso, é aplicada uma resina para protegê-las de possíveis cáries. Lembrem-se de que são dentes definitivos!!

Entre os 6 e 14 anos, o dentista introduzirá na higiene bucal o uso do fio dentário. Também fará uma avaliação de controles sobre o tártaro, mordida cruzada e apinhamento dos dentes.

A partir de 14 anos, é suficiente ir ao dentista 1 vez por ano para fazer uma avaliação.

Fonte: Saúde UmComo

Como tratar o mau hálito?

O curioso em relação ao mau hálito é que os portadores não conseguem perceber o odor desagradável que exalam. São os outros que notam e ficam constrangidos em avisar – “Olha, teu hálito não está legal”. Às vezes, nem toda a intimidade do mundo justifica uma atitude como essa e o problema não é enfrentado como deveria.
O cheiro está tão ligado às emoções que o hálito desagradável pode provocar repulsa e afastamento, muitas vezes, irreversível. Casais chegam a relevar desencontros, vencer diferenças de personalidade e das formas de enxergar a vida, podem até esquecer os maus passos dados por um deles, mas é muito difícil que consigam superar a inconveniência do mau hálito num dos parceiros.
Na grande maioria dos casos, o mau hálito, ou halitose, tem origem na própria língua, um órgão muscular revestido por papilas. Essas papilas possuem terminações nervosas que, estimuladas por determinadas moléculas, conduzem informação ao cérebro a fim de reconhecer o gosto das coisas. Na parte posterior da língua, sobram espaços entre as papilas e se formam pequenas criptas. Neles se acumulam alimentos e restos de células que descamam do epitélio lingual. Esses resíduos funcionam como meio de cultura para as bactérias que, quando fermentam, liberam substâncias ricas em enxofre, É a presença e o cheiro de enxofre que provocam o mau hálito.

CAUSAS DO MAU HÁLITO

A literatura registra que de 90% a 95% das halitoses, ou mau hálito, são causadas no ambiente bucal, principalmente na língua, e cerca de 5% a 10% têm causas sistêmicas. A língua possui diversas papilas gustativas entre as quais se formam criptas, ou seja, saquinhos que retêm resíduos de alimentos, células epiteliais descamadas e placas bacterianas que começam a fermentar e a liberar odor de enxofre. Essa é, sem dúvida, a principal causa do mau hálito.

DIAGNÓSTICO

A investigação inicial inclui o exame detalhado da boca, da língua e da parte dentária porque resíduos, placas bacterianas e bactérias podem ficar acumulados em várias regiões da boca. Gengivite e periodontite são causa de halitose e merecem tratamento. Cáries mais extensas, além de reter restos de alimentos com bactérias, podem atingir a polpa do dente e a mortificação pulpar emana odor desagradável.
Portanto, a avaliação clínica não é só lingual, mas de todos os tecidos moles e da parte dentária. Por fim, faz-se uma medição para avaliar a quantidade de odor de enxofre contida no hálito utilizando um aparelho projetado para esse fim específico.

PATOLOGIAS ASSOCIADAS AO MAU HÁLITO

Existem outras patologias que podem levar à halitose como as sinusopatias, problemas respiratórios e tonsilas (amídalas) inflamadas. A inflamação das amídalas, por exemplo, pode provocar maior formação de muco que, depositado na parte posterior da língua, produz mais saburra lingual e dispara o processo da halitose.
Uma das causas mais comuns, porém, associada à halitose é a diminuição do fluxo salivar, a xerostomia. Diversos fatores interferem na produção das glândulas salivares. Entre eles, destacam-se determinadas drogas e certos problemas respiratórios. Pacientes que respiram mais pela boca, não têm selamento labial adequado, o que provoca ressecamento da mucosa e favorece a halitose.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA HALITOSE

O mais importante é levantar o diagnóstico correto, procurar descobrir se a halitose é sistêmica ou local (na boca) antes de estabelecer qualquer plano de tratamento. Sendo sistêmica, encaminha-se o paciente para um profissional especialista na área. Se é bucal, devem ser localizadas todas as possíveis causas da halitose: gengivites, periodontites, placas bacterianas, cáries dentárias e a língua.
A escova não é eficiente para a remoção dos restos epiteliais e de bactérias no dorso da língua, mas existem raspadores linguais capazes de remover os resíduos. 
No que se refere à higienização caseira, as três medidas mais importantes são: escovação pelo menos três vezes por dia, fio dental e raspador de língua diariamente. No entanto, é preciso consultar o dentista com frequência para uma higienização mais profissional. Às vezes, a pessoa não consegue remover a placa bacteriana ou o acúmulo de tártaro principalmente na região inferior dos dentes.
Fonte: Site Dr. Dráuzio Varela
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